A Feira do Livro de Porto Alegre (número cinquenta e alguma coisa) começou sexta passada. É sempre empolgante, os jacarandás sempre ficam mais coloridos, cada ano ela é a maior feira de livros a céu aberto da América Latina, cada ano eu descumpro a promessa de não comprar mais do que os livros da lista-de-livros-para-comprar-na-feira, e tals.
Esse ano não estou tão emocionada e tudo mais. Não sei porque. Pode ser que, mas pode ser também que não, apenas uma tristeza muito minha e muito particular dessas que só champanhe e talvez cerveja de qualidade resolva, mas a verdade é que andando lá no meio da praça cada e dos stands cada vez mais arrumadinhos e limpinhos e tudo mais, dói ver que a Feira do Livro se transforma ano a ano em uma Feira totalmente mercadológica. O que eu quero dizer, é uma feira voltada ao mercado e não é uma feira voltado ao Leitor.
Mas, vocês poderão argumentar, o Leitor não é quem faz o mercado? Não, meus amigos. Nem sempre é. Talvez o leitor seja aquele que faça o mercado, mas o Leitor não. Pois se o Leitor fosse responsável por fazer o mercado eu não teria levado tantos "nãos" em tão pouco tempo que percorri meia dúzia de bancas atrás de livros nem tão difíceis de se encontrar. Aliás, livros que tem nas livrarias, mas que elas não levam para Feira, pois sabe como é, né: não vende. Uma delas chegou a me dizer: o que tem é o que tá ai na frente, senão tem que pedir que a gente manda buscar na loja. E "o que tinha ali na frente"? Vampiros, espíritos, bruxos, conselheiros para uma vida melhor, mais fácil, mais prática, ou seja, tinha tudo aquilo que gira o mercado, e que o amado leitor adora. Mas que o Leitor não quer.
Enquanto isso, nos bastidores, continuam os papos com os autores, as palestras e as sessões de autógrafos. São autografados livros que você não encontra em lugar nenhum para vender, são discutidas obras que nenhum vendedor conhece, e olha só que legal, já que é o ano da França no Brasil, você vai ouvir o que tem para dizer os pensadores franceses que estão em voga. Mas leva bastante papel e caneta, porque não adianta querer ler o que eles escreveram, porque se você ousar pedir por algum dos autores nas bancas, é capaz de um dos vendedores pensar que você está espirrando e olhar com cara feia, afinal, a gripe A ainda assusta.
Esse ano não estou tão emocionada e tudo mais. Não sei porque. Pode ser que, mas pode ser também que não, apenas uma tristeza muito minha e muito particular dessas que só champanhe e talvez cerveja de qualidade resolva, mas a verdade é que andando lá no meio da praça cada e dos stands cada vez mais arrumadinhos e limpinhos e tudo mais, dói ver que a Feira do Livro se transforma ano a ano em uma Feira totalmente mercadológica. O que eu quero dizer, é uma feira voltada ao mercado e não é uma feira voltado ao Leitor.
Mas, vocês poderão argumentar, o Leitor não é quem faz o mercado? Não, meus amigos. Nem sempre é. Talvez o leitor seja aquele que faça o mercado, mas o Leitor não. Pois se o Leitor fosse responsável por fazer o mercado eu não teria levado tantos "nãos" em tão pouco tempo que percorri meia dúzia de bancas atrás de livros nem tão difíceis de se encontrar. Aliás, livros que tem nas livrarias, mas que elas não levam para Feira, pois sabe como é, né: não vende. Uma delas chegou a me dizer: o que tem é o que tá ai na frente, senão tem que pedir que a gente manda buscar na loja. E "o que tinha ali na frente"? Vampiros, espíritos, bruxos, conselheiros para uma vida melhor, mais fácil, mais prática, ou seja, tinha tudo aquilo que gira o mercado, e que o amado leitor adora. Mas que o Leitor não quer.
Enquanto isso, nos bastidores, continuam os papos com os autores, as palestras e as sessões de autógrafos. São autografados livros que você não encontra em lugar nenhum para vender, são discutidas obras que nenhum vendedor conhece, e olha só que legal, já que é o ano da França no Brasil, você vai ouvir o que tem para dizer os pensadores franceses que estão em voga. Mas leva bastante papel e caneta, porque não adianta querer ler o que eles escreveram, porque se você ousar pedir por algum dos autores nas bancas, é capaz de um dos vendedores pensar que você está espirrando e olhar com cara feia, afinal, a gripe A ainda assusta.




1 coisa(s) que não devemos esquecer:
Bah, o negócio então é fazer uma Feira lado B reunindo só os livros que valem a pena ler, e deixar os bruxos e vampiros e conselheiros da vida dos outros de fora!
E, claro, encontrar os amigos muitas vezes e rir dos garçons tontos por causa de governadores e tal.
Não é todo mundo que entende uma gravata borboleta!
Beijo
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